Engenharia Elétrica

O curso de Engenharia Elétrica oferecido pela Universidade Federal da Bahia, que passou recentemente por uma reforma curricular bastante ampla, objetiva formar profissionais capazes de exercer esta profissão com espírito de iniciativa e com uma base sólida de conhecimentos gerais na área de Engenharia Elétrica. Além desta formação genérica, o curso possibilita a opção por uma ou mais dentre quatro ênfases: Sistemas de Automação, Sistemas de Comunicação, Sistemas de Potência e Sistemas Eletrônicos. Estas ênfases não são estanques, ao contrário apresentam interdisciplinaridade.

Os engenheiros eletricistas com ênfase em sistemas de automação estarão aptos a trabalhar com controle e automação de processos industriais, automação de sistemas de energia, inteligência artificial, entre outras aplicações de um mercado em franca expansão.

Os engenheiros eletricistas com ênfase em sistemas de comunicação são habilitados a atuar com sistemas de TV e radiodifusão, telefonia fixa e móvel, comunicação via satélite, redes sem fio, redes de computadores, processamento digital de sinais, entre outras aplicações de alta tecnologia.
Os engenheiros eletricistas com ênfase em sistemas de potência têm competência para projetar, implementar e supervisionar a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, a operação de máquinas elétricas na indústria, as instalações elétricas residenciais, comerciais e industriais, entre outros atributos de máxima importância para o desenvolvimento da sociedade.

Os engenheiros eletricistas com ênfase em sistemas eletrônicos são capazes de conceber e implementar circuitos e sistemas eletrônicos, analógicos, digitais ou mistos, para operação em baixas e médias freqüências ou em radiofreqüências, com aplicação direta nas áreas mencionadas anteriormente ou ainda nas áreas biomédica, de entretenimento, entre outras. A Eletrônica é básica e subjacente a quase todos os campos da Engenharia Elétrica.

Para que os profissionais egressos do curso de Engenharia Elétrica da UFBA se tornem mais criativos, independentes e empreendedores, o currículo foi enriquecido com muitas horas de atividades experimentais ou aplicadas, na forma de laboratórios integrados e de um trabalho final de graduação. Estes componentes curriculares dão oportunidade para que os alunos se confrontem com problemas práticos e engendrem soluções para os mesmos, integrando e associando conteúdos teóricos de várias sub-áreas, assim como diversas ferramentas (inclusive computacionais) e metodologias.

Como demandado pelos cursos de engenharia das melhores instituições do mundo, também o curso de engenharia elétrica da UFBA possui uma carga relativamente extensa de conteúdos básicos relacionados à física e à matemática. Este conhecimento é necessário para preparar o terreno e fundamentar os conteúdos específicos da profissão. É importante ressaltar que, dentre as várias engenharias, a elétrica é a que aplica com mais profundidade e maior freqüência técnicas e procedimentos matemáticos, necessários para a análise, síntese e processamento de sinais elétricos, especialmente os de informação.

O currículo novo, implementado em 2005, introduziu também disciplinas com conteúdo técnico mais contextualizado com a realidade atual do mercado e da tecnologia. Em virtude da constante mutação desta realidade, tais conteúdos deverão sofrer evolução contínua. Além da formação técnica, verifica-se a formação complementar de incontestável importância para o exercício da profissão, materializada por disciplinas como: administração de empresas, legislação social, higiene e segurança do trabalho, ciências do ambiente, metodologia do conhecimento científico, economia e finanças. O engenheiro eletricista do século XXI além de competência técnica para projetar, implementar e supervisionar sistemas que lidam com sinais elétricos de energia ou de informação, deve fazê-lo com consciência ambiental, com capacidade de gestão de recursos humanos e materiais, com ética e com respeito as leis.

É notável o papel dos alunos do curso na complementação destas habilidades através da organização de entidades com focos variados: EletroJr (empresa júnior na área de Engenharia Elétrica), que proporciona oportunidade para os estudantes praticarem P & D e empreendedorismo; Ramo Estudantil do IEEE, que coloca os alunos em contato com profissionais, empresas e centros de pesquisa de diversas sub-áreas, organizando eventos informativos de alta qualidade; Onda Elétrica – Jornada Interativa de Engenharia Elétrica, que organiza feiras científicas para contemplar a comunidade leiga, especialmente estudantes de nível fundamental e médio socialmente desfavorecidos; PET – Engenharia Elétrica, que permite a atuação dos alunos nos três pilares da Universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão; CAEEL (centro acadêmico de Engenharia Elétrica) que estabelece uma interface de comunicação entre os alunos e a administração do curso e do Departamento de Engenharia Elétrica, zelando pela qualidade do curso e pela observância dos direitos estudantis.

Alunos do curso de graduação em Engenharia Elétrica podem cursar disciplinas do Programa de Pós-Graduação oferecido pelo mesmo departamento (mestrado e doutorado) na qualidade de disciplinas optativas. Caso estes estudantes se interessem em complementar seus estudos através de pós-graduação strictu-sensu, poderão aproveitar integralmente estas disciplinas. Esta medida visa não apenas atrair estudantes para a pós-graduação, como também enriquecer sua formação com estudos mais avançados.

Duração média do curso: 5 anos

Colegiado:
Coordenadora: Profª. Cristiane Corrêa Paim
Vice-coordenador: Profº. Humberto Xavier de Araújo