Engenharia da Computação

O Curso de Engenharia da Computação da UFBA foi criado em 2008, no âmbito do projeto REUNI, visando atender a formação de um profissional capacitado para concepção e desenvolvimento de Sistemas Computacionais, segundo uma abordagem de projeto conjunto de hardware e software. O curso oferece 45 vagas anuais, no turno noturno. A primeira turma ingressou em 2008.1 atualmente encontra-se no terceiro semestre letivo.

A Engenharia da Computação teve sua concepção decorrente do surgimento dos primeiros computadores baseados em processamento eletrônico valvulados, datado do período da Segunda Grande Guerra (1939-1940). Desde aquela época desbravadora, a evolução científica e tecnológica na área sofre grandes impactos seqüenciais dos desenvolvimentos dos componentes eletrônicos a estruturas semicondutoras (transistores; circuitos integrados digitais; microprocessadores, etc.) e de paradigmas da teoria de computação (sistemas operacionais, linguagens de programação, Internet, etc.). Os desenvolvimentos na área da Engenharia da Computação estão no dia a dia da maioria das pessoas em países desenvolvidos e em desenvolvimento, em itens tais como carros, rádios, televisores, caixas bancários, etc.

A Engenharia da Computação deve ser entendida como a habilitação específica da engenharia focalizada na fusão de conhecimentos e tecnologias oriundas da eletrônica e da computação para aplicações no setor produtivo e o desenvolvimento de novos produtos, tanto de hardware como de software. Os primeiros Cursos de Engenharia de Computação começaram a ser criados nas universidades a partir do início dos anos 1980 nos países desenvolvidos, e a partir de 1990 no Brasil. A Engenharia da Computação é uma habilitação específica da modalidade da engenharia chamada de Eletricidade. Por ser a Engenharia uma atividade profissional regulamentada por lei federal no Brasil, a Engenharia da Computação é também uma profissão regulamentada por lei.

A demanda social por engenheiros é enfatizada no documento InovaEngenharia: Propostas para a modernização da Educação em Engenharia no Brasil, elaborado pela Confederação nacional da Indústria a partir do Instituto Euvaldo Lodi, mediante contribuições de consultores e especialistas dos diversos segmentos industriais existentes no Brasil. Este documento destaca que o Brasil, para manter um crescimento sustentável e atingir em um prazo de 50 anos um padrão sócio econômico com renda por habitante no mesmo patamar dos países desenvolvidos, deverá mais que triplicar o número de engenheiros formados a cada ano.

A demanda social por profissionais de Engenharia de Computação é muito grande e crescente tanto no Brasil como no restante dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os documentos InovaEngenharia: Propostas para a modernização da Educação em Engenharia no Brasil e HardwareBR, este último produzido pela Sociedade Brasileira de Microeletrônica, destacam a necessidade de profissional de Engenharia de Computação para a geração de produtos tecnológicos de alto valor agregado no segmento eletroeletrônico e de serviços tecnológicos especializados. Especificamente para esta habilitação profissional, o Brasil, no ano de 2007, importou mais de 1000 (mil) profissionais oriundos de países como Índia e China. As principais necessidades do mercado nacional estão concentradas no desenvolvimento de produtos eletrônicos de alto valor agregado dotados de capacidade de processamento eletrônico microprocessado para eletroeletrônica de consumo (aparelhos de rádio, televisão, etc.), serviços (automação bancária e comercial, telefonia, radiodifusão, energia, etc.), eletrônica embarcada (aplicações no setor automotivo e de aviação), e industrial (automação industrial, e agropecuária). No estado da Bahia, a necessidade de profissionais de Engenharia de Computação teve início com o mais recente ciclo de industrialização do estado com a instalação do pólo da indústria eletrônica de computadores na cidade de Ilhéus, no sul do estado, com a instalação do pólo automotivo de Camaçari, bem como da modernização das indústrias químicas e petroquímicas instaladas na mesma cidade. Desde 2006, a partir de uma decisão política do Governo do Estado Bahia, estabeleceu-se a instalação de um Parque tecnológico na cidade de Salvador, o que demandará um incremento da necessidade de profissionais com formação em Engenharia de Computação.

Colegiado:

Coordendor: Profº. Augusto Loureiro da Costa augusto.loureiro@ufba.br
Profº. Celso Saibel saibel@ufba.br